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quarta-feira, novembro 29, 2006



Desperdiçamos nossas palavras e as lembranças já não bastam para que fiquemos longe do silêncio e da frieza entre essas quatro paredes. Por algum tempo ao seu lado, tudo parecia possível, numa época onde não havia segredos e entendíamo-nos apenas com um olhar.
As palavras eram profundas e densas, quando havia silêncio, era algo acalentador e sentia-me segura, recostada em teu peito amoroso. Agora as palavras estão gastas, puídas, incolores, sem sentido e o silêncio soa aflito, ansioso pelo fim.
Tínhamos um diferencial cotidiano, que de algum modo nos livrava da rotina, os cafés da manhã eram recheados de alegria e cumplicidade.
Muitas vezes tolerávamos pequenos erros, numa tentativa afetuosa de preservar algo intocado. Agora, parece-me que administramos-nos em doses homeopáticas, como se prescritas e recomendáveis para casos extremos de rejeição mútua, somos alérgicos um ao outro.
Acabou, hoje me deparei com o fim e sem nenhum desejo saudoso, despedi-me.
Finalmente, entendi que teu sorriso é como de todos os outros que já amei, que teu corpo é como tantos outros que já toquei.
Consegui dizer-te pela primeira e última vez, “Adeus”.

Um comentário:

Louis Alien disse...

olá..
estou iniciando meu blog...
por isso quero criar uma teia de blogs de bom conteúdo e trocar idéias e tráfego com outros blogs...
se estiver interessado nesse escambo cultural, retorne o comentário e nos comunicamos melhor

há braços

Louis Alien